26 de set de 2010

Dane-se o prazo!

Quase isso.

A correria que a gente trabalha nos faz ficarmos acostumados com o “melhor que deu pra fazer nesse tempo“. Mas quando vamos para o próximo job, a loucura é a mesma. E então passamos a ver os trabalhos que chegam pra nós como uma pilha de trabalho a ser entregue.

E isso é ruim. Muito ruim. Porque uma hora você se entedia com aquele bando de coisa meia boca que sai do seu Photoshop. Não necessariamente porque você não é bom ou não sabe fazer direito, mas porque nunca dá tempo de refinar. Quando você começa a juntar os trabalhos pra ver o que vai entrar no portfólio, ou fazer uma retrospectiva, parece que nada merece ser muito lembrado e começamos a dar desculpas pra nós mesmos do que não ficou legal. E isso é uma merda porque essa auto-enganação não dura muito tempo, caímos na real rapidinho.

É preciso ter aquela calma que o diretor de criação tem.

Já ouvi algumas vezes que algo que tinha feito não estava bom o suficiente e ia precisar refazer. Eu até concordava que dava pra melhorar, mas não havia tempo suficiente, porque outras coisas estavam na fila. A tal fila. Sempre a fila. A fila da p… Nessas horas eu me questionava o que ia acontecer, uma vez que o tempo estava curto pra entregar tudo e eu ia ter que gastar mais tempo no que já deveria ter sido entregue.

Uma vez percebendo que um atraso vai acontecer, é hora de chamar o pessoal de atendimento, projetos, tráfego, diretor de criação e todo mundo que tem poder de negociar alguma coisa internamente e/ou com o cliente.

Não estou recomendando ninguém ser irresponsável, a gente precisa sim ter comprometimento com as entregas (uma vez um chefe meu falou que “prazo não chama deadline em inglês à toa”), mas privilegiar a entrega em detrimento total da qualidade é um tiro no pé no longo prazo. Tanto para a agência, que começa a produzir material de qualidade inferior, quanto para o criativo, que tende a se acomodar em entregar aquilo. E essa acomodação é o que estraga qualquer carreira e tira a empolgação de trabalhar.

Escrito por Camilo Oliveira em julho 17, 2010
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